Como é que diziam naquele sketch humorístico do grupo “gato fedorento”..?
Livre mercado, sem regulação?
Como é que diziam naquele sketch humorístico do grupo “gato fedorento”..?
(mais) um abuso
Hoje em dia é habitual vermos outdoors, muppys (aquelas
estruturas metálicas que se encostam a postes) e diferentes tipos de cartazes
nas nossas ruas que se somam à publicidade paga em meios de comunicação, que publicitam
partidos, personalidades ou temas políticos. Será discutível se as nossas
cidades ficam mais bonitas assim, ainda assim creio que é um sinal da saúde da nossa democracia: existem alternativas e quem as defende pode publicitá-las.
Para além das temáticas políticas, temos também micro,
pequenas ou grandes empresas que usam meios de propaganda; e naturalmente quer
uns quer outros pagam-na.
E então, ao(à) leitor(a) o que pareceria se de repente as
lojas e empresas passassem a, em vez de pagar a sua publicidade, pedir a alguém
para fazer desenhos nas paredes alheias (seja de entidades públicas ou privadas)
de forma a se promoverem?
Aceitaria de bom grado ter anúncios não-pagos do talho do
Jerónimo, do tasco do Joaquim, ou da mercearia do Alfredo nas paredes de sua
casa? Penso que a sua resposta seria como a minha: Não!
No que concerne ao espaço público -que por definição é de todos– a resposta costuma
ser menos imediata; mas tão-somente porque nos sentimos menos relevantes; contudo
na prática a minha resposta seria a mesma: Não!
E se fossem entidades políticas a se autopromover "à borla"? Como
antes: Não!
Então o que dizer da acção do PCP/CDU e sua Juventude
Partidária no Seixal? Vejam-se as seguintes fotos de exemplo:
Dizem que 1 imagem vale mais do que 1000 palavras, e será aqui claro:
- aquelas não são situações de grafitis, bombings ou tags de um qualquer individuo ou grupo graffiters;
- aquelas não são situações de graffitis críticos a algum aspecto na sociedade;
- aquelas não são situações de embelezamento do espaço público pela arte;
- aquelas não são sequer situações de tentativas de promoção de temas políticos fora, ou transversais, à esfera partidária;
Aquilo é publicidade gratuita (ou sendo que teve de ser
feito, a um custo substancialmente reduzido), que aquelas entidades partidárias usam para
se autopromover.
Aquilo é o PCP/CDU a desfrutar de mais um ABUSO no Seixal.
Saudar o Movimento militar de 25 de Novembro de 1975 e seus intervinientes
Já tinha escrito sobre o 25 de Novembro de 1975 aqui (click para aceder).
Contudo, e porque a oportunidade até se deu, no passado dia
25 de Novembro deste ano (portanto pelos 45 anos do movimento militar
normalmente conhecido exactamente pela data) tive a oportunidade de, pela
bancada do PS na Assembleia Municipal do Seixal apresentar em sessão da
Assembleia uma moção a saudar exactamente estes eventos. Concretamente o documento
apresentado foi o seguinte:
Mocão PS- Saudar o Movimento militar de 25 de Novembro de 1975 e seus intervinientes
Contudo o mesmo foi chumbado, pois os sentidos de voto foram:
- Votos a favor: PS, PSD,
PAN e CDS;
- Votos contra: CDU,
BE e Sr. Presidente da Junta de Fernão
Ferro;
Ora, não posso deixar de chamar à atenção para algo que me
parece óbvio:
1. O 25 de Novembro é apresentado por muitos como um
movimento militar que visava impedir que se estabelecesse uma nova ditadura (desta
vez comunista) em Portugal, aliás uma acusação expressa de Mário Soares na
altura;
2. Os partidos que votaram contra este documento, e
sistematicamente votam contra os documentos que saúdam o 25 de Novembro de
1975, são aqueles (ou os criados por elementos de outros partidos que existiam na altura) que são acusados de terem querido instalar uma ditadura
comunista em Portugal;
3. Os países cujo modelo é elogiado pelos partidos que votaram
contra este documento, são os habitualmente classificados como “comunistas”, ou
com sistemas acusados de serem ditaduras alinhadas à esquerda;
...Acho que se percebe bem, não é?
Eleições Presidenciais 2021
Hoje foi oficialmente marcada por sua Excelência o Sr. Presidente da República, a data (seja da primeira ou única volta) das Eleições Presidenciais Portuguesas de 2021.
Por isso faço este post repetindo-me, mas dada a efemeridade das redes sociais, parece-me que de uma forma ajustadada.
Por ser o coordenador da "Não Troquem Os Nossos Bebés", dada a oportunidade, volto então a lembrar a posição assumida sobre estas eleições:
Salário Mínimo Europeu
Para garantir a TODOS os trabalhadores europeus garantias mínimas no que respeita à sua remuneração;
Porque nada impede que os diferentes países definam, para a sua jurisdição, valores superiores aos da referência europeia, e mesmo dentro do mesmo país se pratiquem valores mais elevados para alguns empregos (como já acontece hoje em Portugal), abaixo é que não se pode;
Porque esta medida facilita e encaminha-nos para uma convergência Europeia em termos de direitos laborais - uma convergência que, naturalmente, se terá de fazer no tempo, e se pretende seja nivelada "por cima" (ao nível dos mais ricos);
Adesão à ANAM
Em Portugal existe uma Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM), cujo site poderá visitar aqui: https://anam.pt/

Pois…
A mim (e à bancada do PS na Assembleia Municipal do Seixal) também parece que essa seria a opção mais adequada, daí que em 27/06/2019 tenha apresentado pela bancada uma moção a recomendar a adesão à referida associação, concretamente o documento seguinte:
Moção PS - Pela adesão à Associação Nacional de Assembleias Municipais
Sendo votada, a moção foi mesmo aprovada com:
- Votos a favor: PS, PSD, BE, PAN e CDS;
- Votos contra: CDU;
- Abstenção: Sr. Pres. Junta de Fernão Ferro;
Contudo, e como vai sendo demasiado habitual, o executivo nada fez entretanto no sentido de acatar a recomendação.
Entretanto, e face ao imobilismo do executivo camarário, já em Setembro deste ano, o PS em conjunto com o PAN, tentou arrancar com uma iniciativa de adesão, mediante um aditamento à ordem de trabalhos de uma Assembleia Municipal – uma tentativa que saiu gorada face à postura do PCP/CDU na condução dos processos e do funcionamento dos órgãos (pode-se dizer que foi uma variante do habitual “veto de gaveta”, em que uma proposta não chega a sequer a ser apresentada em Assembleia ou votada).
Triste e novamente vemos em acção as forças de bloqueio que nos vão (des)governando neste concelho.
**Adenda posterior (2020/11/19):
Por uma questão de exactidão penso ser premente uma nota
de actualização e/ou correcção.
O seu a seu dono, desta vez há inactividade, e falta de
vontade… mas não um veto de gaveta. A iniciativa conjunta de PS e PAN chegou mesmo
a votação, mas tendo nuances, passo a explicar:
Já em Novembro de 2020, pela 5ª Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal do Seixal (click para aceder à documentação, e ao referido ponto II.4) foi incluída na ordem de trabalhos, para apreciação e votação pelo plenário, uma deliberação pela inclusão (ou não) de um ponto para deliberar sobre a adesão do Seixal à ANAM.
Soa confuso, direi de outra forma para deixar claro: no
ponto não se votava a adesão à ANAM; mas
sim se íamos adicionar um ponto na ordem de trabalhos para que essa discussão e
votação tivessem efeito. Fez-se então essa discussão (que aqui foi mais processual),
mas a inclusão deste ponto adicional foi infelizmente chumbada com:
- Votos a favor (17): PS, PSD, PAN e CDS;
- Votos contra (17): CDU e sr. Presidente da Junta de Fernão
Ferro;
- Abstenção: BE;
Dado o empate, como é da regra, foi exercido o voto de qualidade do Presidente da
Assembleia Municipal, que é da CDU, e mantendo o sentido de voto da sua bancada
fez chumbar a proposta. O ponto não foi portanto incluído na ordem de trabalhos.
Transmissões online das Assembleias, de Freguesia e Municipal, no Seixal ... SIM !!
Quem segue a politica autárquica no Seixal sabe que à muito
tempo que o PS no Seixal e os seus eleitos, defendem a transmissão online das
sessões das Assembleias (tanto de Freguesia como Municipal), bem como das reuniões
de Câmara.
Vivemos no século XXI, e a tecnologia disponível permite viabilizar a transmissão para um fácil acesso do comum cidadão. Com estas transmissões podemos aproximar as pessoas do centro de decisão; informando-as, e com isso (digo eu porque é minha opinião) incentivando-as a participar e a envolver-se; combatendo assim o alheamento e a abstenção.
Pois ontem dia 29 de Setembro, a Assembleia de Freguesia de
Amora fez história no Seixal ao disponibilizar pela 1ª vez, neste concelho, a
transmissão de uma sessão online (no caso via Youtube).
Será aqui de explicar:
o PCP/CDU no Seixal é contra estas transmissões, vetando-as
sempre que pode e recorrendo a inúmeras desculpas, mas... já não estão com maioria
absoluta na Assembleia de Freguesia de Amora, e a correlação de forças existente
nesta Assembleia permitiu a aprovação da medida com os votos favoráveis do PS e
do PSD; e votos contra do PCP/CDU e do BE; aqui nota-se bem quem são as forças de
bloqueio e do imobilismo no Seixal, não é?
Aliás, veja-se que a birra foi e vai ao ponto do Presidente da Mesa da Assembleia (e não só) se recusar a ser gravado. Daí não se ouvir a condução da Assembleia, ou seja, o chamar dos eleitos para intervir, a apresentação dos pontos, resultados das votações, e alguns outros momentos e intervenções – é a razão de alguns longos silêncios a meio do vídeo.
Parece caricatura... não é! Está online, basta assistir.
Relembro: as sessões das Assembleias são públicas, é esta a cultura democrática de alguns.
Mas a resiliência é uma qualidade dos Amorenses, e mesmo
assim, pelo menos as acções e intervenções dos minimamente cooperantes, estão acessíveis.
Como referi a transmissão foi em directo, mas o vídeo está ainda disponível online no canal da Junta de Freguesia, concretamente em:
https://www.youtube.com/watch?v=UAfwOuDtWxg
E já agora, das birras e embirrações de alguns, e que de alguma forma ajudam a caracteriza-los.
Mais informação facilita mais participação, e assim melhor democracia,
continuaremos a lutar.
Transmissões online das Assembleias, de Freguesia e Municipal, no Seixal... SIM!!
“Avante..? Tenham vergonha pá!”
O ano de 2020 tem sido marcado, quer a nível nacional, quer a nível mundial pela pandemia do COVID-19.
Sistematicamente chegam notícias de
infectados e mortos. Comparativamente ao cenário internacional o caso português
não é sequer tão mau, contudo está longe de ser um pormenor. Além disso os efeitos na economia, uns que já se sentem, e
outros que se prevêem, e que derivam desta crise, são graves.
Do ponto de vista financeiro, olhando aos agregados familiares, temos que neste período houve quem
simplesmente ficasse sem emprego e outros que, mantendo o emprego, foram sujeitos ao
layoff com respectiva redução de remuneração - e isto quando nos focamos apenas
nos trabalhadores por contra de outrém.
Olhando ao tecido empresarial, não
é difícil perceber que muitos são os casos de aperto, notemos:
- uma empresa que não trabalha, não produz, e daí não factura;
- uma empresa de serviços que ou não funciona, ou funciona menos tempo, ou para menos pessoas, venderá menos serviços e daí terá menos receitas;
E os custos? Bem… mesmo em layoff
há valores a pagar, mesmo o adiar de pagamentos não os elimina, e seja nas
rendas, ou nos empréstimos bancários, adiar dívidas não as paga – essa factura
virá no futuro.
Do ponto de vista macroeconómico já
é mau, se bem que quando nos reerguermos novas empresas surgirão, a criar esses
ou outros produtos, a prestar esses e outros serviços; mas do ponto de vista
individual não é mesmo um detalhe.
É que do ponto de vista “macro” um café ou um
bar são “apenas” um café ou um bar, mas individualmente trata-se do projecto empresarial
que materializa o sonho de alguém, mais: o projecto empresarial (e
profissional) que sustenta o seu projecto de vida.
E quantos não foram aqui gravemente afectados?
Exactamente porque consigo perceber
as dificuldades alheias, sou mais critico para posturas menos responsáveis, e sobretudo
para aqueles a quem, por um lado por terem acesso aos números e projecções, e por
outro, por ocuparem cargos de liderança, seria expectável maior preocupação e cuidado, mas acabam fazendo gato-sapato das normas e
agem tendo apenas por base o seu interesse, e com isso contrariam o que o
mero bom censo já desaconselha.
Vou ser claro: é inadmissível a realização
da Festa do Avante, nos seus moldes normais, neste ano. O que tem a mais ou a
menos face aos outros eventos cancelados? É apenas por ser “a festa do PCP”?
Permito-me fazer eco das queixas
da população:
“Pára tudo, vem aí o PCP e vamos realizar o Avante?”
Vamos desmistificar “a coisa”:
- ninguém impede ninguém de tomar posição e a divulgar;
- ninguém impede ninguém de fazer debates; seja online ou presenciais (neste 2º caso com cuidados de distanciamento de segurança);
- ninguém impede ninguém de fazer eleições;
E tipicamente, fora da pandemia, ninguém se chatearia se outro alguém, em casa, no quintal, num pavilhão ou numa quinta, fizesse uma festa, seja com entradas gratuitas ou pagas.
Agora, ainda não saímos
da pandemia, ainda há medidas restritivas, ainda não estamos livres de haver um
qualquer retrocesso, e houve mesmo cancelamento de muitas actividades deste género.
O que temos então?
“Os festivais são todos iguais, mas uns são mais festivais que outros“?
Há facturas que são pagas pela comunidade, e a irresponsabilidade perante uma pandemia é um exemplo.
Pessoalmente sou frontalmente contra a realização da Festa do Avante este ano.
E de forma curta e pessoal, deixo
um desejo:
Tenham vergonha!
Demografia e natalidade
"Portugal poderá chegar a 2100 com cinco milhões de habitantes"Teve eco na comunição Social portuguesa, nomeadamente:
O tema da demografia não é novo e é recorrente, sendo exemplo alguns artigos do passado:
Seja adoptando, seja gerando-os biologicamente.
Seja na visão mais clássica de agregado familiar, seja nas mais diferentes variantes.
As pessoas querem ter filhos e cria-los com boas condições, sendo que esta definição de “boas condições” variará com o nível de exigência, ainda assim há coisas que se percebem bem.
- salários, e consequentemente um nível de vida, baixos
- licenças de maternidade de pouca duração
- uma baixa sensibilidade social (e mais do que legislação, falo de mentalidade) para a importância do apoio à família;
Querer (ou não) ter filhos é diferente de não ter condições para tal.
Águas pluviais e o planeamento urbanístico
Moção PS - Pelo replaneamento e reestruturação do sistema adutor de águas pluviais em Santa Marta do Pinhal
A moção foi aprovada com:
- Votos a favor: PS, PSD, CDS e PAN;
- Votos contra: CDU e Sr. Presidente da Junta de Fernão Ferro;
- Abstenção: BE;
Respeito, compreensão, tolerância
Ora, se todos os momentos políticos (e refiro-me a períodos e não a instantes) são diferentes, não posso deixar de notar que mais recentemente o nível da discussão parece ter descido, com os níveis de intolerância, de agressividade e incompreensão a aumentarem.
- Tentar "barricar" posições;
- Tentar criar um “nós” e um “eles”;
- Fomentar ódio;
- Adjectivar (insultar) em vez de argumentar;
- Colar aos outros rótulos pejorativos, personalizando ataques;
…Está simples e tristemente demasiado em voga!
Não tenho um remédio simples. Ainda assim, queria só lembrar que seja onde, como e com quem for:
É sempre admissível e deve ser respeitado.
Adicionalmente um clima mais desanuviado, com menos acicatar de emoções, e menos personalização na discussão é mais propenso a criar um debate mais esclarecedor e mais profícuo.
E para terminar, que promover ou acicatar ódios ou medos é errado, cria novos problemas e não contribui para a construção de soluções. E sim, construir soluções novas e melhores, ou simplesmente ajudar a melhorar as existentes é bem mais útil que criar bodes expiatórios ou veículos de ódio.
Da suave falácia à falsidade descarada
- Num Orçamento anual de uma Câmara são incluídas diferentes despesas (investimento, rendas, pagamento de salários, etc…), ou seja, um orçamento, por exemplo de 100 mil euros não é de 100 mil euros de investimento; será um orçamento que inclui investimento, mas há mais despesas;
- Na nossa realidade, o Orçamento total da CMS para 2020 anda à volta de 105 milhões de euros (ver aqui);
- Nos orçamentos são incluídos os valores de empréstimos, o que pode fazer o valor do orçamento crescer (é exemplo o Orçamento aprovado para 2019, que incluía a aquisição do edifício dos Serviços Operacionais, ainda assim, mesmo esse era inferior a 138 milhões de euros), aparte o valor de empréstimos, o valor dos orçamentos anuais para a CMS nos últimos anos tem subido, mas não tanto;
- Se somássemos os 3 orçamentos já aprovados neste mandato autárquico, e ainda um estimativa do que se espera para o que falta discutir e votar (2021)… em termos de ordem de gradeza, o valor total nem é próximo de 900 milhões de euros!
Porque não redefinir o horário semanal?
- hoje em dia muitos se queixam do que todos notamos – falta de tempo para a família, para os hobbies e para tudo o resto que fazemos para lá da nossa vida profissional; redefinir o número de horas dedicado á nossa actividade profissional permitiria libertar horas diárias para o que cada um pretendesse;
- o mundo muda, e as necessidades do mundo laboral também. Com o automatizar de processos, e a introdução de máquinas que facilitam as tarefas do dia-a-dia há projectos que exigem menos esforço e tempo para completar; ou seja, o mesmo trabalhador faz a mesma quantidade de trabalho num menor número de horas;ou dito de outra forma o trabalho que existe para fazer, é concluído em menos tempo e com menos recursos. Repensar horários, ajudaria a contrabalançar a redução de empregos, e faria aqui, todo o sentido;
- as experiencias realizadas até ao momento dão conta de um elevado nível de satisfação e aumento de produtividade dos trabalhadores:
não é fiscalização, é uma espécie de "bullying" legal
Pelo acesso a aconselhamento legal, a custos reduzidos, via autarquia (click para aceder )
- o aconselhamento legal continua a ser "caro" (não apenas no Seixal mas em todo o país);
- a Câmara Municipal do Seixal (CMS) continua sem qualquer protocolo realizado, ou –que eu tenha conhecimento- tendo realizado qualquer acção para a realização de um protocolo para providenciar aos seixalenses apoio legal a custos controlados;
Largo da Rosinha
- se existe perigo a CMS podia e devia intervir para que o imóvel fosse demolido ou arranjado;
- se não existe perigo, deveria ser libertado o espaço que está limitado pelas estruturas de betão, bem como as escadas existentes no local e a que não se pode aceder por estarem vedadas por estruturas do mesmo tipo;
É até de referir que a moção foi aprovada com:
- Votos a favor: PS, PSD, PAN, CDS e Sr. Pres. Junta de Fernão Ferro;
- Votos contra: CDU;
- Abstenção: BE;
Contudo a CMS continua sem agir.
Ficamos a aguardar ou pela intervenção no imóvel, ou pelo libertar do espaço na via pública, ou até ambos; certo é, esta inação nada abona em favor do executivo da CMS...
E é mais que obrigação?
Desde logo é de lembrar de onde vem o dinheiro dos
Orçamentos (seja do Estado Central, seja da Câmara Municipal), é que o dinheiro não vem do bolso dos políticos nem dos partidos; vem por via das inúmeras variantes de taxas, (eventuais) vendas de património, impostos e serviços prestados por cada uma das
entidades. Ou seja, quer ao nível de qualquer Câmara, quer ao nível do Estado
Central “gastar dinheiro” seja para construir, manter algo ou prestar algum serviço não é mais que reutilizar as verbas (que já entraram ou vão entrar no seus
cofres) obtidas dos bolsos das pessoas que visitam ou vivem seja no País ou no
Concelho.- Entendo que avaliando gestões devemos olhar não apenas ao que se faz, mas ao que se faz com o que se tem. Sendo que há comparações mais fáceis ou difíceis, podemos comparar os resultados de entre opções de gestão. Ora… Vamos pegar no exemplo que linkei, focando o caso do novo quartel dos Bombeiros em Amora. Há ali uma verba substancial que corresponde a fundos europeus; permitam-me que chame à atenção para o óbvio: os fundos europeus vêm do projecto europeu, que o PCP/CDU sempre hostilizou e sempre ambicionou que Portugal deixasse... então e sem projecto europeu, essas verbas viriam de onde?
- Ainda de números, e do que é óbvio, temos que com o governo do PS, recentemente Portugal tem conseguido deficits anuais baixos, naquilo que a maioria dos jornalistas, comentadores e etc., classificam de “bons resultados”; ainda assim há quem se queixe de os impostos serem elevados. Por seu lado, a Câmara Municipal do Seixal tem tido superavits anuais de muitos milhões, e digo “muitos” enquadrando com a realidade daquilo que é a dimensão do orçamento anual. Novamente permito-me chamar à atenção para o óbvio: o que diriam os portugueses se o governo não lhes baixasse os impostos, e tivesse continuadamente o mesmo tipo de grandeza de superavit que tem a Câmara? (já disse de onde vem o dinheiro?)
Desnorte (e/ou incompetência)
Ora, num momento destes… seria de pedir à Câmara Municipal do Seixal (CMS) que tentasse reduzir os efeitos desta subida de preços para os munícipes; contudo aquilo a que assistimos foi ao promover da participação no Salão Imobiliário de Lisboa (evento destinado a
valorizar localidades e imóveis!). Não é engano, nem confusão; foi isto que fizeram.
Vejamos, faz sentido promover o concelho aos olhos de algumas entidades, e concretamente para as empresas e empresários que cá possam investir e assim criar emprego; mas esse é outro tipo de evento – este caso tem a ver com imóveis e sua valorização.
“Honestidade”…?
Com o tempo, e com a existência deste “partido-satélite”,
logo à partida e por imposição legal, conseguiram que se fosse duplicando os habituais
tempos de antena (formalmente são 2 partidos diferentes), e conseguiram que,
mantendo um mínimo de 2 deputados eleitos pelo PEV (nas listas do PCP/CDU) à
Assembleia da República (AR) se mantivessem os “direitos de um grupo
parlamentar” mas por cada 1 dos 2 partidos (compare-se agora com os partidos que
têm apenas 1 eleito na AR). Além disso, temos o tratamento pela comunicação
social, a verdade é que diversas vezes ainda foram conseguindo duplicar o tempo
que as televisões, jornais e outros órgãos da comunicação social atribuem aos
responsáveis dos diferentes partidos, por exemplo nas criticas, reacções, ou
tomadas de posição da mais diversa índole. A própria gincana política ficou
mais facilitada (eu ia dizer que é o tipo de coisa que não se faz… mas fica
redundante não é?).- A lei permite, e pessoalmente entendo que bem, que as pessoas criem partidos;
- Nada obriga ou fiscaliza (e novamente penso que bem) que a actuação dos referidos partidos seja coerente, ou sequer vá minimamente ao encontro do que o seu nome, slogan ou o que os seus responsáveis anunciam;












